Dia Internacional do Idoso

O Dia Internacional da Terceira Idade foi criado em 1991, pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de sensibilizar o mundo quanto ao envelhecimento. No Brasil, o Dia Nacional do Idoso foi estabelecido em 1999, pela Comissão de Educação do Senado Federal, com o propósito de promover a reflexão sobre os direitos e as dificuldades que atravessa a população idosa no país. Afinal, a expectativa é de que, em dez anos, o Brasil será a sexta nação no planeta com o maior número de pessoas idosas, de acordo com projeções feitas pelo Ministério da Saúde.

Aqui, a data era comemorada em 27 de setembro, mas a partir de 2006 a celebração foi ‘transferida’ para o dia 1º de outubro. A mudança faz menção ao Estatuto do Idoso, que foi aprovado em 2003. “É um marco para o nosso país. Representa um avanço, um instrumento muito importante sobre os direitos e deveres da população idosa. Quando falamos sobre a representatividade dessa data, refletimos sobre as questões afetas ao envelhecimento. A população idosa está crescendo de forma muito significativa e tem suas características específicas. Portanto, precisa ser lembrada com dignidade”, disse Dayane Alves, gerente de projetos no Instituto Família Barrichello.

A entidade é responsável pelo projeto Viver Melhor, criado em 2012. O objetivo é levar autonomia para os idosos, contribuindo para a conquista de uma vida mais saudável. No programa, que hoje atua em zonas de vulnerabilidade em São Paulo e em Mogi Mirim, no interior paulista, as aulas são divididas em quatro momentos, com o foco no desenvolvimento de aspectos físicos e motores, socioafetivos, cognitivos e de saúde. “Nós vivemos um grande avanço no processo de envelhecimento no Brasil e isso é um ganho. Em 1940, a expectativa de vida era de 45,4 anos, ou seja, não tínhamos idosos como temos hoje. Atualmente, a média é de 75,4 anos”, afirmou Dayane.

Atenção: foto registrada antes da pandemia do COVID-19.

Em sete décadas, a expectativa de vida no Brasil aumentou 30 anos. Na avaliação da gerente de projetos, a evolução se deve a fatores de desenvolvimento, como o acesso à saúde ou o saneamento básico. “São questões bem importantes que influenciam nesse processo. Mesmo com esses avanços, o envelhecimento é algo heterogêneo. A velhice também está cercada pela desigualdade social, e isso se reflete na expectativa de vida. Apesar de estarmos vivendo mais, não podemos dizer que esse ‘viver mais’ tem sido de forma igual, saudável e digna para todos”, destacou.

Estimativa do Ministério da Saúde aponta que o número de idosos no Brasil, em 2030, deve superar o de crianças e adolescentes, impactando diretamente na saúde. “No Instituto Família Barrichello, entendemos que não basta apenas viver mais, é preciso viver melhor. O principal objetivo do nosso projeto é mexer nessa desigualdade, impactando não apenas na saúde física, mas também do ponto vista emocional e das relações que as atividades físicas proporcionam. O Dia Nacional do Idoso nos ajuda a refletir e agir em busca da qualidade de vida para essa população”, falou Dayane, que completou sobre a pandemia da Covid-19:

“Os idosos têm sido acometidos de forma mais severa. Nós continuamos ofertando atividades físicas nos mesmos dias e horários, mas de forma online. O que percebemos é que esse isolamento social agravou diversas situações de desigualdade na população idosa, inclusive no campo emocional. Nossa preocupação foi essa e nossa proposta foi para que eles continuassem interagindo, postando fotos, vendo uns aos outros, e se motivando. Isso ajuda também a não reduzir a imunidade. O retorno que temos recebido é muito significativo. ‘Que bom que vocês não esqueceram de nós’, dizem. Eles estão isolados sim, mas não do ponto de vista do suporte. Os idosos precisam desse cuidado, pois têm características muito específicas. Vale a reflexão”, opinou.

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