Projeto Viver Melhor valoriza qualidade de vida dos idosos

Núcleos instalados há sete meses em São Miguel Paulista realizam trabalho com dimensão biopsicossocial

O projeto Viver Melhor, realizado pelo Instituto Família Barrichello, desembarcou há sete meses em São Miguel Paulista, distrito da Zona Leste de São Paulo. O programa foi criado em 2012 e funciona como uma ‘escola’ para ajudar os idosos a conquistar uma vida mais saudável. No Espaço Alana e no NCI Irmã Suzanne Cros (Núcleo de Convivência de Idosos), dois dos polos localizados no distrito, a atividade física é utilizada como ferramenta para combater a desigualdade e a exclusão social. As aulas seguem o Método Águia, que foi desenvolvido pela coordenadora técnica Cristiane Peixoto.

O objetivo do trabalho ultrapassa a busca pela independência para os idosos. “Com os exercícios, eles desenvolvem os músculos e conseguem andar com mais facilidade, e também potencializam sua autonomia e sua rede de vínculos. As atividades físicas têm essa potência de levar os exercícios para a mente e trazem uma dimensão biopsicossocial. Além da independência de ir e vir, é importante para que os idosos tenham autonomia, mente equilibrada e memória ativa”, diz Dayane Alves, gerente de projetos no Instituto Família Barrichello. A metodologia adotada privilegia aspectos físicos e motores, socioafetivos, cognitivos e de saúde.

Foto dos alunos do projeto Viver Melhor praticando atividade física, todos eles utilizam o uniforme do projeto, uma camiseta branca com as mangas verdes. O ambiente é um galpão coberto, com bastante claridade entrando.

As aulas no Espaço Alana e no NCI Irmã Suzanne Cros acontecem desde julho de 2019. A escolha dos dois lugares para instalação dos núcleos do projeto Viver Melhor ocorreu em função das características encontradas: são áreas de alta vulnerabilidade social, com condições precárias de moradia, alto índice de violência, baixo grau de escolaridade e baixa renda. “O número de idosos nesses dois lugares é significativo e os serviços públicos não são suficientes para atender as necessidades que eles apresentam. Essa junção de fatores nos levou a estar nesses espaços”, afirmou Dayane.

No Espaço Alana, a maioria dos idosos que frequenta o local está na faixa etária dos 50 aos 60 anos. A expectativa de vida na região, segundo dados do IBGE, varia entre 58 a 63 anos de idade. “O envelhecer é um processo que acontece desde quando a gente nasce. É preciso cuidar da saúde durante todo esse processo, não apenas na velhice. É muito bom receber a população com menos de 60 anos nesse território. Ao ofertarmos atividades físicas a eles, podemos contribuir para que haja uma mudança nos índices de expectativa de vida. No Espaço Alana, o perfil é de um idoso com a autonomia mais preservada. As dificuldades estão mais relacionadas à mobilidade, como agachar ou dar passos mais rápidos”, relatou.

A média de idade dos alunos que participam do projeto no  NCI Irmã Suzanne Cros é mais alta, variando na casa dos 70 e 80 anos. O espaço possui atividades diferentes, em virtude da característica dos idosos, que apresentam maior fragilidade e nível de escolaridade baixo. “Eles aproveitam muito os exercícios físicos e cognitivos, são bastante assíduos e solidários, ajudam uns aos outros. Nós temos 122 inscritos atualmente e não tem uma aula com menos de 90 pessoas. Acompanhamos a diferença que o projeto faz. Para nós, isso é emocionante”, falou a gestora.

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