Aos 76 anos, idoso inicia atividades e muda rotina

‘Nunca é tarde para começar’, diz João Maia de Oliveira, que frequenta as atividades no Clube São José

“Nunca é tarde para começar”, garante seu João, sorrindo enquanto acomoda-se na cadeira e ajeita os óculos. Em março, ele completará 76 anos de idade. Nascido em Uberaba (MG), João Maia de Oliveira mudou-se para São José do Rio Preto antes de chegar a Mogi Mirim, 22 anos atrás. Aposentado, ele iniciou a trajetória profissional como motorista, mas logo passou a trabalhar em uma empresa no ramo da pavimentação asfáltica. Seu João acordava cedo, saía de casa para o trabalho e voltava à noite, cansado. Ele diz que nunca enfrentou problemas de saúde, mas confirma que também nunca praticou atividades físicas. Foram 45 anos nessa rotina.

Senhor João Maia olha para a câmera e faz sinal de positivo com a mão. Ele utiliza camiseta vermelha e verde com o logotipo do Instituto Família Barrichello.

“Tive sorte com a saúde, porque nunca fiz exercícios. Claro que a idade chega e agora vou mais ao médico, tenho que fazer exames”, contou o aposentado, que parou de trabalhar em 2019. Há dois meses, ele decidiu cuidar do próprio corpo. João recebeu um convite para participar de uma aula do projeto Viver Melhor, idealizado pelo Instituto Família Barrichello, que há dez meses acontecem no Clube São José e em outros três núcleos espalhados pela cidade de Mogi Mirim, no interior paulista – Acojamba (Associação Comunitária Jardim Maria Beatriz), Ginásio Maria Paula e Ginásio do Tucurão. “Não é que eu gostei? Vou até o fim agora”, falou.

No projeto, a atividade física é utilizada como ferramenta para combater a desigualdade e a exclusão social na terceira idade. As aulas seguem o Método Águia, que foi desenvolvido pela coordenadora técnica Cristiane Peixoto. Na vida de João, os exercícios já fazem a diferença. “Falo para muita gente que, quando vou ao médico, sempre escuto que fazer atividade física é importante. Sinceramente, eu achava isso uma besteira. Hoje posso dizer que eu estava errado, com certeza. Muda muito a disposição da gente”, destacou João, que tem alguns motivos especiais para continuar se exercitando.

“Nunca é tarde para começar e eu quero participar das aulas sempre. Estou me sentindo cada vez melhor. Antes, meus joelhos doíam, ficavam entrevados, e em dois meses isso diminuiu muito. Também consigo erguer e movimentar bem os braços. Nos primeiros dias foi difícil, mas já estou adaptado. Além disso, fazer as atividades me ajudou a descansar melhor, ter um sono mais tranquilo. E não posso esquecer de falar da disposição que tenho para brincar com meus netos. A minha vida é outra coisa. Tem coisa melhor?”, concluiu João.

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