Com ‘feedback’ positivo, idosos de Mogi Mirim praticam exercícios em casa

Com aproximadamente 300 idosos atendidos em quatro núcleos (Acojamba, Clube São José, Ginásio Maria Paula e Ginásio do Tucurão), o projeto Viver Melhor, realizado pelo Instituto Família Barrichello, teve que adaptar a estratégia para continuar entregando conteúdo de qualidade para os alunos que frequentam as aulas em Mogi Mirim, no interior paulista. Em razão da pandemia do novo coronavírus e do isolamento social recomendado pelas organizações de saúde, as atividades presenciais foram suspensas. As aulas, porém, continuam com vídeos gravados pelos professores.

Nas duas primeiras semanas com a nova estratégia, foram produzidas 18 aulas (56 horas de vídeo) apenas para os polos de Mogi Mirim – o projeto também possui núcleos espalhados em São Paulo. Em média, cada vídeo teve cerca de 130 visualizações, atingindo 72% dos participantes cadastrados. “Essas aulas são disponibilizadas através dos grupos de WhatsApp específicos de cada núcleo de atendimento. Em Mogi Mirim, conseguimos atingir pouco mais do que 70% dos nossos alunos nestes grupos”, disse Paula Asbahr, que atua na cidade do interior como gerente de projetos do Instituto Família Barrichello.

“Desde a suspensão das aulas presenciais, nossa equipe se engajou em gravar as videoaulas com o objetivo principal de manter os nossos alunos praticando atividade física. Essa é uma das formas de manter o sistema imunológico fortalecido e, vale ressaltar, que nosso público alvo é considerado o mais vulnerável frente à pandemia”, completou, lembrando que os idosos estão no grupo de risco para o Covid-19. Até o dia 20 de março, 18 videoaulas haviam sido gravadas e disponibilizadas para os alunos nos dias e horários de prática, com a finalidade de manter a rotina dos participantes.

Além do envio de vídeos, a equipe do Instituto Família Barrichello entrou em contato com os alunos de Mogi Mirim que não possuem celular ou ainda que não dominam a utilização de ferramentas como aplicativos para atingir o maior número de idosos possível com as aulas virtuais. “É um grande desafio garantir que todos tenham acesso às videoaulas e mantenham a rotina de atividade física. Porém, dadas as circunstâncias relacionadas a barreira física e tecnológica, principalmente, estamos muito felizes com o alcance das videoaulas e feedback recebido dos alunos”, afirmou Paula.

Angela, Maria Vitória e Maria de Fátima (mãe e filhas) do núcleo Clube São José após praticarem a aula em casa

RETORNO

Uma pesquisa feita no dia 20 de março entre os idosos que frequentam os quatro núcleos de Mogi Mirim mostra que o retorno é bastante positivo: 93% dos alunos que responderam o questionário enviado pelo Instituto Família Barrichello disseram que estão conseguindo acompanhar as aulas e 82% deles garantiram que estão realizando os exercícios em casa. A aprovação em relação ao conteúdo enviado pelos professores é quase total: 97% dos idosos elogiaram a iniciativa – 75% opinaram que as aulas são ‘ótimas’ e 22% classificaram as atividades como ‘boas’.

“Os alunos estão nos enviando vídeos curtos, encorajando os colegas a se manterem ativos dentro de casa. Os professores também têm passado dicas sobre hidratação, convívio familiar, segurança para fazer os exercícios em casa etc. O retorno tem sido muito positivo e semanalmente recebemos dezenas de vídeos, que são publicados nos stories do Instagram e Facebook do Instituto Família Barrichello, permitindo uma comunicação rápida e direta com o público interno e externo. Além dos vídeos, os alunos nos enviam mensagens de texto em que o sentimento de gratidão prevalece”, concluiu Paula.

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