Isolamento social muda estratégia para atendimentos do projeto Viver Melhor

Em virtude do isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus, o projeto Viver Melhor, realizado pelo Instituto Família Barrichello, teve de adaptar o atendimento aos alunos dos núcleos espalhados por São Paulo e Mogi Mirim. O programa tem como público alvo os idosos, faixa etária considerada de risco para o Covid-19. Com os espaços fechados para evitar a proliferação do vírus, a solução encontrada foi o envio online de aulas gravadas em vídeo – entre os dias 23 e 31 de março, considerando apenas os polos da capital paulista, foram 154 horas de gravação que resultaram em 20 vídeos e geraram o total de 6.584 visualizações.

“Tudo começou na semana do dia 9 de março. O projeto foi adaptado para atender os decretos dos órgãos competentes e o consequente fechamento dos espaços, além da necessidade do isolamento da população idosa. Suspendemos as aulas no dia 16, mas fomos aos núcleos para falar com os idosos, pois muitos deles não estavam incluídos nos nossos grupos de WhatsApp. A ideia foi explicar para eles a razão pela qual nós estávamos interrompendo as aulas presenciais naquele momento. Na mesma semana, demos início ao planejamento das aulas por vídeo”, afirmou Dayane Alves, gerente de projetos no Instituto Família Barrichello, que atua em São Paulo.

Os idosos recebem duas videoaulas por semana, através de links pelo WhatsApp. Os envios são feitos nos respectivos dias e horários em que ocorreriam as aulas presenciais. Os professores, por sua vez, ficam à disposição em tempo real para orientar e sanar dúvidas. Na sequência, as aulas são disponibilizadas na página do YouTube do Instituto Família Barrichello, com acesso público. “Esse plano de ação foi criado a partir do conhecimento prévio que já temos em relação às capacidades e o condicionamento físico das turmas. As aulas representam uma continuidade do cronograma que eles já faziam nos núcleos, porém adaptadas para serem realizadas em casa”, explicou Dayane.


De acordo com dados do projeto, 1.232 dos 1.651 idosos atendidos em São Paulo já recebiam as aulas no final de março, número que representa 74% do total. A porcentagem deve aumentar em abril. “Essa estratégia ajudou muito, mas percebemos que muitos idosos ainda não estavam inseridos nas redes sociais. Fizemos uma força-tarefa de ligar para todos os cadastros que tínhamos de números fixos, solicitando contatos de celular dos idosos ou de familiares, para que de alguma maneira eles pudessem receber as atividades. Cada núcleo tem aulas semanais com o seu professor, por uma questão de identidade e seguindo os exercícios que eles vinham fazendo”, apontou.

Segundo Dayane, os exercícios foram adaptados para um ambiente domiciliar, também para que os idosos não façam atividades bruscas, evitando riscos de lesão. O retorno, conforme explica a gerente de projetos, tem sido bastante “significativo” no que diz respeito ao número de atendidos e visualizações. “Recebemos diversas fotos dos idosos realizando aulas com os netos, com a família. Tem sido muito legal. Uma aluna disse para mim que não imaginava que esse conteúdo em vídeo chegaria para ela, que esse tipo de serviço seria só para os jovens, e mostrou satisfação porque não ‘aguentava mais ficar sem fazer nada’. Ainda temos uma porcentagem de idosos que não consegue acessar, por diversos fatores, mas ouvir o retorno deles é emocionante”, disse Dayane.

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