Atividade física resgata vigor e serve de motivação para aposentado

Atenção: o depoimento e a foto abaixo foram captados antes da pandemia do COVID-19.

O travessão de um dos gols do Ginásio do Tucurão, em Mogi Mirim (SP), funciona como uma barra fixa para as flexões de Alberto Generoso de Oliveira. A força do homem de 72 anos impressiona quem o vê pela primeira vez, mas não é uma novidade para ele. Aposentado há mais de 20 anos, ‘seu’ Alberto foi ferroviário e trabalhava carregando postes. A exigência do serviço, porém, deixou algumas sequelas. “O meu pé é torto de tanto subir em esporas”, brincou, antes de contar os problemas mais sérios.


“Vixe! Eu tenho bico de papagaio, problema na lombar e no sistema gástrico. Ainda fumei durante 18 anos, mas larguei o cigarro. No começo, eu trabalhava com telecomunicação, trocando os postes e colocando fios. Depois passei para subestação, rede aérea e alta tensão. Trabalhei nos cinco departamentos da ferrovia e fui bem-sucedido, tive cargo, mas sentia muitas dores”, relatou Alberto. A solução encontrada para recuperar o vigor foi praticar atividades físicas. O aposentado frequenta as aulas do projeto Viver Melhor, idealizado pelo Instituto Família Barrichello.

Em janeiro, o projeto completou nove meses de andamento em Mogi Mirim. Desde o primeiro dia, Alberto participa das atividades no Ginásio do Tucurão, onde fica um dos quatro núcleos instalados na cidade. “A atividade física é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Além das dores, eu me sentia isolado, não tinha disposição para nada, era aquele ‘corpo ruim’ e tinha pressão alta. Depois que veio esse projeto maravilhoso, minha vida está ótima! A pressão está quase zerada. Quer dizer: zerada não, está equilibrada “, diz, aos risos, o ex-ferroviário.

As aulas rendem como combustível para a atual rotina de ‘seu’ Alberto. A energia readquirida é compartilhada com a família. “Hoje, minha rotina é curtir muito os meus filhos e netos, que são lindos e me amam. Tenho um casal de filhos já formados e cada um me deu um neto. É a coisa mais linda, me enche de orgulho. Também gosto de ajudar minha esposa nas tarefas de casa. A disposição para estar bem com eles vem das aulas que faço no projeto Viver Melhor”, afirmou.

Para o aposentado, o cuidado que recebe dos professores é fator diferencial no projeto. “Os professores são maravilhosos. Nunca vi uma coisa igual. É tanta atenção e carinho que eles têm com a gente, que eu só falto se estiver doente. Não pretendo parar nunca, porque é uma alegria que passa, aquela corrente forte e agradável, todos se sentem mais vivos e felizes. Nós temos que aproveitar esse privilégio que temos aqui”, completou Alberto. Mas, e as dores? “Estão quase sumindo, só não sumiram porque velho sempre tem dor “, brincou.

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