Estudo mostra realidade de crianças e adolescentes brasileiras durante a pandemia e desafios para 2021

Publicado pela Fundação Abrinq dados traçam um panorama geral da infância e adolescência no Brasil

Em sua oitava edição, o estudo Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2021, realizado pela Fundação Abrinq, mostra os principais aspectos sociais do país e suas regiões.  Os indicadores são relacionados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e com as metas adaptadas ao contexto nacional pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Essa pesquisa, além de importante para acompanhar os avanços no cumprimento das metas associadas aos ODS, orienta muitas decisões e prioridades em políticas públicas e amplia o conhecimento da situação da infância e adolescência no Brasil.

ODS
Essas são as metas que devem ser cumpridas por todos os países do mundo, construindo o caminho para a erradicação da pobreza, a redução das desigualdades e dos impactos das mudanças climáticas, e promovendo a justiça, a paz e a segurança de todos.

Nosso Diretor Executivo, William Boudakian enfatiza que para provocar as mudanças sociais que o Brasil precisa, necessitamos compreender a realidade a partir de dados e evidências científicas como ponto de partida para formular políticas públicas eficazes, em resposta ao maior problema que temos: a desigualdade social.

Nesse sentido, destacamos alguns dados relevantes do estudo:

  • Em 2020, 69,8 milhões de crianças e adolescentes entre zero e 19 anos de idade residiam no Brasil

  • Entre os meses de julho e novembro de 2020, em média, 1,66 milhão de crianças e adolescentes de até 17 anos de idade informaram não estar estudando.

  • Durante estes meses, em média, aproximadamente 4,6 milhões de crianças e adolescentes de até 17 anos de idade informaram não ter recebido atividades para realizar em casa, mesmo que estivessem estudando.

  • E 11,8 milhões de crianças e adolescentes de até 17 anos se dedicavam menos de duas horas diárias para a realização das atividades em casa.

  • Em 2019, mais de 204 mil crianças de até 5 anos de idade se encontravam com peso muito baixo ou baixo para a idade.

  • E mais de 7,1 mil homicídios foram registrados em 2019 no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) contra crianças e adolescentes entre zero e 19 anos de idade.

Aqui no Instituto Família Barrichello somos norteados por 10 das 17 ODSs estabelecidas pelas ONU. Essas frentes são base para que nós e muitas organizações sociais construam ações de transformações pelo país. É importante a atuação de diferentes projetos para alcançar esses objetivos.

“Acreditamos na força das ações em rede e é um ponto de conexão, pois mudar contextos que refletem nossos 500 anos de história, somente com diversas organizações atuando com o mesmo propósito e provocando o poder público a formular políticas de reparação diante de tanta iniquidade”, explica William.

O estudo também revela que infelizmente no ano de 2020 a pandemia ampliou o fosso de desigualdade no país. Isso leva grande parte da população sem acesso à internet para realizar os estudos em casa, aumento da violência e a fome presente no lar das famílias mais pobres.  

O acesso à educação de qualidade está cada vez mais difícil e revela a exclusão digital entre ricos e pobres, explica William.

William enfatiza a importância para que todos da sociedade nesse momento se engajem para fortalecer a luta pela garantia dos direitos fundamentais. “Precisamos urgentemente mobilizar organizações, empresas e governo para oferecer ajuda humanitária e projetos que sejam capazes de dar suporte às crianças e adolescentes vulneráveis”.

Para conferir o estudo na integra e outros indicadores no site do Observatório da Criança e Adolescente acesse: https://sistemas.fadc.org.br/documentos/2021/cenario/cenario-da-infancia-e-da-adolescencia-2021.pdf

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