Parcerias que promovem engajamento e reflexão sobre contexto social

O Instituto Família Barrichello já atendeu mais de 16 mil pessoas de todas as idades. Ao longo de 15 anos de existência, o trabalho foi concretizado para promover impactos positivos na sociedade, atuando em organizações sociais, movimentos, escolas e espaços públicos localizados em bairros com altos índices de vulnerabilidade social e econômica, desenvolvendo projetos que lutam pela cidadania participativa, ampliação da consciência de direitos e deveres, e cultura de paz. As estratégias, sem exceção, visam o fortalecimento dos vínculos familiares. O esporte, a atividade física e o brincar são as ferramentas utilizadas para transformar.

Nada disso, porém, seria possível sem o envolvimento de empresas que jogam junto do time do IFB. É o caso da Samsung, que em outubro, programou uma série de atividades de voluntariado que contribuíram com os projetos do Instituto, entre elas a ‘Ação Melhor Idade’, encontro virtual com o público atendido pelo Instituto Família Barrichello, através do projeto Viver Melhor. Na ocasião, os voluntários participaram de sessões de atividades físicas guiadas pelos educadores e ainda tiveram um bate-papo para interagir com os idosos. O engajamento cria vínculos e servem também de reflexão.

Registros do encontro online com colaboradores da Samsung.

“Nós vivemos em um país com uma desigualdade sócio-histórica. As empresas estão inseridas nesse ambiente e já desenvolvem ações filantrópicas, enquanto os consumidores vêm ampliando a consciência sobre o papel que possuem. As empresas, portanto, compreendem cada vez mais a desigualdade e buscam os mecanismos de impacto e transformação, percebendo que têm relevância nesse contexto. Isso permite que os consumidores vivam a realidade de forma mais madura”, apontou William Boudakian, diretor executivo do Instituto Família Barrichello.

O efeito positivo é múltiplo, a começar pelo ampliar da consciência, que estimula as empresas a desenvolverem um papel social mais relevante. As reflexões geradas ampliam os cuidados com as questões sociais e ambientais, provocando inclusive discussões sobre processos culturais. Esse engajamento favorece as organizações que atuam nos territórios marcados pela vulnerabilidade, para que elas também possam ser vistas – e ter demandas e necessidades atendidas.

“A partir do momento em que se constrói um diálogo entre as organizações que estão nos territórios, com seus projetos e estratégias, abre-se um espaço. Nós, do Instituto Família Barrichello, percebemos esse espaço como uma grande oportunidade de estabelecer um vínculo e uma conexão que faz com que muitas pessoas que estão na lida das empresas possam compreender melhor os desafios. É algo que amplia a escuta da demanda da população. Esses pontos de vista diferentes passam a ser enxergados com mais potência e inúmeras possibilidades de mudança podem se tornar realidade”, explicou William.

“Tivemos uma experiência interessante com a Samsung, uma empresa de alta tecnologia que está presente na casa dos brasileiros, e que tem um investimento social e uma responsabilidade, com rigor e acompanhamento, muito importantes. Ao mesmo tempo, é uma empresa que tem por visão de cidadania corporativa empoderar as pessoas para que possam alcançar seu pleno potencial e a educação é um pilar importante em seus programas. Mesmo nesse momento de pandemia, diversas ações de voluntariado digital foram pensadas para promover a inclusão das pessoas, tendo a tecnologia como meio de aproximar  os funcionários voluntários das diversas realidades envolvendo  crianças, adolescentes, jovens e idosos gerando maior engajamento social frente à situação de pandemia”, complementou.

O diretor executivo citou exemplos de outros parceiros do IFB para destacar a relevância dessa conexão. “Temos uma parceria com a Nike, que é uma empresa que desenvolve produtos esportivos e que tem um compromisso ético muito profundo com a primeira infância. O acesso ao esporte e o desenvolvimento de ações de voluntariado, engajando funcionários, é um grande desafio. Isso é muito relevante porque faz com que a pessoa que está num ambiente corporativo tenha um momento de conexão com o público direto. Além do apoio, existe uma capacitação para compreender o papel do esporte e sua dimensão educativa, o papel do educador e da própria organização. É uma forma de ampliar a visão social e colaborar para o desenvolvimento da empresa”, contou.

“A experiência que tivemos com a Bain & Company, empresa americana de tecnologia que cuida de processos e procedimentos, foi muito legal também. Eles montaram um comitê interno, em uma ação pontual, mas que foi construída em conjunto. A empresa quis entender os desafios das crianças e das famílias, e montou uma estratégia envolvendo jogos, resgate de brincadeiras, mas incluindo matemática financeira e planejamento familiar. Nós conseguimos criar um encontro onde os funcionários da empresa tiveram o papel de protagonistas, trazendo seu ponto de vista. É outra maneira de estabelecer essa conexão”, disse o William.

Conforme o diretor executivo citou, são inúmeras as oportunidades de engajamento, todas elas buscando ampliar o espaço para a conscientização social. “Estarmos juntos e, simbolicamente, dar um abraço, ainda que com o olhar, é uma ação que faz muita diferença. É papel do instituto gerar essas conexões. São elas que vão trazer para as empresas a autenticidade, o que também possibilita a sustentabilidade. Gerar essas ações é regar as ideias com os fatos. É uma troca, que serve para trazer uma consciência maior sobre o nosso papel social. É isso que nos motiva e nos dá alegrias”, enalteceu William.

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